segunda-feira, 2 de junho de 2008

O que um adolescente pensa sobre a escola

"A pessoa que inventou a Escola não tinha o que fazer. A Escola pra mim é uma coisa que eu não posso faltar e se eu faltar meus avós brigam. Se não fosse por isso eu não vinha, Eu sei que a Escola e Boa pra o futuro. Mas não gosto muito de vim mas se e bom eu venho. eu so estou estudando por que que não quero trabalhar em ceramica só."


(Texto escrito por um estudante (15 anos) de 8ª série do Ensino Fundamental, rede pública estadual em 27 de maio de 2008. Foi preservada a escrita do autor. Grifo nosso).





segunda-feira, 19 de maio de 2008

SÍNTESE DO VÍDEO

DO SONHO AOS ARES?

Eloiza Marinho

Foi a partir de um sonho que parecia impossivel, para muitos talvez parecesse devaneio tolo ou beirasse mesmo à loucura, que homens como Thomas Edison, Leonardo Da Vinci, Albert Einstein, Santos Dumont, entraram para a história.


O fato é que seus feitos, de tão criativos e originais, os tornaram célebres. Entretanto, ponho-me a pensar, quantas tentativas tiveram que fazer, quantos erros cometeram, quantos desacertos amargaram, quantas vezes tentaram de novo, até que finalmente alcançassem êxito no seu intento?


Persistência, determinação, coragem, audácia de pensar o (até então) impensado. São qualidades que os aproximam e os lançam, cada um, naquilo que há de mais específico, na sua singularidade, no seu momento histórico, para além do seu próprio tempo, protagonizando história própria e coletiva.

Nós, também, hoje, podemos (e devemos) ser protagonistas da nossa história pessoal (e coletiva). Mas, aonde estão nossos sonhos? Aonde queremos chegar? Que vôos almejamos alcançar? Quais são nossos projetos?

Penso nas crianças que crescem e constroem-se adolescentes, jovens e depois adultos sem sonhos, sem projetos, sem esperanças. Que tipo de adultos se tornarão? Que histórias farão?

Penso em nós, adultos, educadores, sociedade... Que mundo construimos para que esses adolescentes e jovens não ousem sonhar, não saibam pensar, apenas repitam o pensado, o criado, o já feito por outros? Que heranças, então, estes deixarão para as futuras gerações?

De algum modo, inapelavelmente vamos seguindo caminhos, alçando alguns vôos (de águia ou de galinha, como diz Boff). E se não decidimos para onde ir, vamos certamente seguir os sonhos, caminhos que são de outros. Voaremos baixo, apenas aproveitando o vácuo deixado pelo vôo de alguém. Sobrarão os ares... E os sonhos???