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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

EU LAMENTO...


Eloiza Marinho


Lamento ter ficado em silêncio quando me pedias socorro.
Lamento não ter me envolvido no problema que “era do outro”.
Lamento não ter acreditado quando tudo em ti me falava de dor, vergonha, medo.

Eu lamento...

Lamento o olhar triste e decepcionado.
Lamento o adolescente perdido, sem saber em quem confiar.
Lamento o menino e menina que saíram da escola para trabalhar.

Eu lamento...

Lamento a voz que alterei, o grito que dei, a mão que levantei,
A omissão a que me entreguei.
Lamento o futuro incerto de tantos meninos e meninas marcados por tantas formas de violência.

Eu lamento...

Lamento a melodia da música de fundo triste naquele vídeo melancólico.
Lamento o verso magoado do poema triste.
Lamento a dura realidade tão perto de mim, de ti, de nós.

Eu lamento...

Lamento não ter estado, sistematicamente, nos momentos de estudo.
Lamento não ter participado da rede que promove ação.
Lamento não saber ser proteção.

Lamento...
Lamento?!

É pouco!
É nada!
É preciso indignação, reação, ação!

Digo NÃO!
Não para toda forma de violência!
Não para a omissão!
Não para o comodismo!

Então,
Já não dá mais pra calar!
Envolvo-me, comprometo-me:
Identifico, denuncio, comunico, encaminho para as autoridades que puder.
Faço parte de uma rede
Que inquieta, incomoda, transforma,
Sou Escola que Protege!

Imagem: google
(texto produzido durante o último encontro de 2009 do Projeto Escola que Protege, em 26/11/09).

domingo, 29 de março de 2009

O FILTRO DO NOSSO OLHAR

Eloiza Marinho
Interessante o filtro que damos às coisas,

a partir do nosso olhar!

Olhar de curiosidade,
Olhar de dúvida,
Olhar desconfiado,
Olhar questionador...

Tudo depende de como nos propomos ver...

Olhar de esperança,
Olhar de desafio,
Olhar de acolhimento,
Olhar transformador...

Fico pensando na educação do nosso município...
Os projetos, em si, talvez não nos tragam o plano infalível para derrotar todos os nossos problemas (tipo “Cebolinha pla delotar a Mônica”).

Mas é possível que, respeitando a nossa caminhada,

nossa história até aqui construída por cada um/a de nós,
os projetos venham somar esforços e competências
para melhorarmos a qualidade da aprendizagem das nossas crianças
que, sabemos, não está das melhores.

Os projetos chegam como parceiros nessa luta.
Pode-se (e se deve) investir em materiais, livros,

formação, suporte técnico-pedagógico...
Mas,

O fazer cotidiano,
O olhar cuidadoso,
A prática didático-pedagógica...
São insubstituíveis!

A decisão, assim como a ação,
É sua professor/a!
É no “chão” da sua sala de aula que muita coisa acontece.

É no filtro do seu olhar,
No carinho das suas mãos,
No encanto do seu sorriso,
Na dedicação do seu trabalho responsável
Que tudo acontece!

Então, tal qual uma construção,
Os alicerces estão lançados,
Mas todo o processo precisa ser construído coletivamente.
Não como mais um projeto, mas como “O Projeto”!


Imagem: google (olhar amoroso)