quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CELEBRANDO A VIDA

 

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...


Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...


O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...


Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...


Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...


O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...


Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...



(Titãs. Epitáfio)



Celebro, hoje, a vida, minha história com tudo o que ela contem.
E o acaso que tem me protegido, tem um nome: é Jesus.

domingo, 20 de janeiro de 2013

PRECISO DIZER À DEUS...



Por Eloiza Marinho dos Santos




 
 
Em memória de Alessandra da Silva Oliveira
     * Imperatriz, 09/05/1970
     +Imperatriz, 19/01/2013
Ah, Deus!
Como é difícil o momento de dizer adeus!
Agora que chamaste a Alessandra para ti, de modo tão repentino, preciso te dizer por que ela nos é tão cara.
É desse modo que devolveremos a ti o tesouro que um dia nos deste pra cuidar (e nos cuidar).
Quero te contar, em segredo, o que todos os amigos e amigas já sabem.
Eu sei que não precisa, pois tu a conhecias antes mesmo do seu nascimento, mas, mesmo assim, quero te falar o que a ALESSANDRA deixa nesse tão pouco tempo que esteve conosco.
Alegria constante era a sua marca registrada, mas a
Lealdade com os amigos também imperava.
Esperança e fé andavam lado a lado, mesmo quando tudo apontava o contrário.
Sabia viver as bonanças e contrariedades da vida com um
Sorriso cativante.
Amava a vida, a família, os amigos e amigas, as pessoas.
Nutria uma intensa rede de comunicação real e virtual , destacando sempre o bom humor.
Doou sua vida pelo sonho de ser mãe,
Razão de sua sede de felicidade. Enfim,
Animava a todos que encontrava, missão que cumpriu com sensibilidade até o fim.
      
Ah, Deus, agora ficou a saudade, um vazio grande, que já não pode ser preenchido pelo permanente sorriso da Alessandra, suas piadas e anedotas contadas e recontadas, entrecortadas pelas suas e nossas risadas.
Alê  passou a vida nos fazendo sorrir até quando o caso era de chorar.
Agora...  embora tristes, mas firmes na fé que comungamos e, como catequistas, anunciamos, chegou a hora de dizer:
Ah, Deus, junto com Maria, acolhe nossa Alessandra!
Adeus, amiga! Vá com Deus!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

EU DIGO SIM A VIDA E VOCÊ ?


Aborto de anencéfalos: grupo comemora decisão

O grupo soltou balões roxos, simbolizando a liberdade de escolha da mulher sobre o aborto de fetos sem cérebro.


Atualizado emquinta-feira, 12 de abril de 2012 - 22h03. Acessado em 13/04/2012, as 09:50).




Por mais que eu compreenda o quanto é importante a liberdade de expressão, de escolhas, respeito as diferenças e a diversidade, eu não consigo entender o que se comemora com a legitimação da setença de morte de inocentes que, diferente do que também a legislação garante, não terão direito a defesa (ampla defesa? Inocentes até que provem o contrário?). São condenados a morte por qual crime?

Não, eu não gostaria e nem autorizo ninguém a falar por aí em meu nome, como mulher, como se eu estivessse satisfeita em "adquirir o poder autorizado de matar". Essa escolha não é para mim, que aprendi desde muito cedo a respeitar todas as formas de vida, em todas as circunstâncias.


Justificar o aborto, mesmo nesses casos, por serem "nove meses difíceis que a mãe passa e, depois, tem a dor da família com a perda do bebê" é um olhar unilateral. Entendo e me sinto solidária a todas as familias e sobretudo às mães que têm seus filhos com graves problemas de saúde. Conheço algumas que passaram momentos dificeis, acompanharam seus filhos/as em todos os momentos e nem por isso os castigaram por sua dor, condenando-os a morrer antes da hora.

Como é isso? As mães não podem sofrer e por isso optam pela morte do filho? Dizem que é uma morte anunciada, então é lícito matar antes que morra? Eu só não sei quem de nós vai viver essa vida humana para todo o sempre. Não somos todos mortais? Quem serão os próximos a serem considerados estorvo e que deverão ser eliminados para evitar o sofrimento de outros? Será a vez das crianças com as mais diversas sindromes? Quem sabe os idosos, doentes terminais ou ainda os dependentes quimicos? Ah! Esses também trazem muito sofrimento!

Impressiona o fato dos defensores do aborto não conseguirem olhar a vida intra-uterina, percebendo ali uma pessoa humana no início da sua existência, em toda a sua fragilidade. Sem voz nem vez, lhes resta esperar que outros decidam sobre a continuação da sua existência!

Ontem conheci o bebê de uma Maria de 20 anos, pela ultra-sonografia. Dois meses de gestação. Essa jovem me apresentou um filho, não um detalhezinho qualquer. Perguntei a ela se soubesse que o filho tinha algum problema grave, se ela o tiraria. Pensativa me perguntou: você fala assim, alguma deficiência, um problema de saúde...? Confirmei que sim e ainda acrescentei: se fosse algo que ela pudessse perdê-lo logo ou desse muito trabalho para criar? Veio a resposta com sorriso sereno, sem titubear: Não, mulher, não teria coragem não.
Ah! Essa é estudante!

Uma outra estudante (na mesma reportagem citada) também comemorando
a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal)
reproduz o que algumas mulheres repetem: “A mulher conquistou um direito sobre seu corpo. É ela quem deve decidir se vai dar à luz aquela criança”. Ok! O corpo de fora é da tal mulher e de quem é o corpinho que está crescendo dentro dessa mulher? É propriedade dela, por isso cabe a ela decidir se vive ou não? No caso de optar pela morte, já que é uma extensão do seu corpo, a mulher decide morrer junto? A mulher conquistou um direito sobre seu corpo e a criança, quando terá direito sobre o seu?

Fico pensando se essas pessoas gritam pela "mãe natureza", pela vida dos micos leões, cachorrinhos abandonados e etc. Há coerência nisso?

É... o que parece liberdade para uns, resulta em arbitrariedade para outros.
Eu digo sim à vida e sei que a morte natural é consequência da nossa finitude. Não precisamos ir atrás dela, pois certamente ela chegará um dia para todos nós.
Também acredito que não há amor maior do que dar a vida por alguém. Mas para isso é preciso aprender a olhar mais para frente, para os lados e menos para o próprio umbigo.

Imagem: google