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domingo, 8 de junho de 2008

DESPEDIDAS E RECOMEÇOS

Eloiza Marinho



Em cena, um ancião e um menino. Platéia lotada. Todas as atenções voltadas para aquele instante mágico. É o auge da apresentação.

O diálogo entre aqueles dois personagens parece indicar o último ato. Ou seria o começo?

_ Puxa, como andei nesses últimos tempos! – comentou o ancião, olhando o caminho que ficara para trás dos seus pés cansados.
_ É, mas ainda falta tanto... – retrucou o menino, olhando ansioso para a estrada que se abria a sua frente.
_ Muita coisa eu pude ver durante essa jornada – disse o ancião com ar pensativo – Homens brigando...
_ Mas também havia aqueles que evitavam, dialogando – retrucou o menino.
_ Pessoas doentes...
_ E aquelas que as cuidavam.

_ Jovens drogados...
_ Como também jovens que conseguiram retornar aos estudos, entrar na faculdade ou começar o primeiro emprego.
_ Tantos desempregados: pais, mães...
_ Mas pessoas solidárias também, dividindo um pouco do que têm para amenizar a dor do outro.
_ E as guerras, a fome, a violência ...

_Homens, mulheres, crianças, povos de todos os cantos do mundo se uniram num eco poderoso de desejo de PAZ, JUSTIÇA, FRATERNIDADE, AMOR.
_ Talvez eu fique por aqui, menino. – disse o ancião sentando-se à beira do caminho – É tarde e o sol já se esconde. Logo chegará a escuridão.

_ Não, o sol está apenas preparando um novo alvorecer, mais radiante e belo do que antes. – Estendendo sua mão pequena de menino, continuou – Venha comigo, senhor. Juntos podemos ir mais além.

A vida não é um palco, mas você pode estar “encenando atos” ou sendo apenas uma “platéia”, às vezes atenta, outras nem tanto.

O que temos é somente o agora. O antes é alicerce para que, no agora, se construa o depois. Como será o amanhã? Como queremos o novo ano? Comecemos a construí-lo já.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

FADA LUZ
















Eloiza Marinho


Era uma vez...
Num Reino distante...
Havia uma fada que não sabia que o era. Ela havia sido "esquecida" num Palácio Encantado.
Sua missão era "cuidar" das pessoas. Se alguém tinha sede, ela dava de beber; se outro tinha fome, ela o alimentava... E ainda limpava todos os cantos do palácio.
Assim, perdera seu nome. Era chamada apenas..."Dona".



Mas Fada Luz era feliz! Sob seus cuidados estavam quatro fadinhas, seus “anjos de guarda”.
Fada Luz se encantava com o que via: mestres ensinando, pessoas aprendendo, livros... Sempre que tinha um tempinho, lá estava a Fada nas janelas apreciando os ensinamentos com suas fadinhas. E, quanto mais ouvia os mestres, lia os livros, o Palácio parecia ficar menor, apertado...
O palácio estava pequeno ou Fada Luz estaria crescendo?

Um belo dia, Fada Luz resolveu sair dos muros do Palácio Encantado com suas fadinhas.
Alguns diziam:
_ Você ficou louca, Dona?
_ "Formiga quando quer se perder cria asas!!"
Fada Luz sorriu e, nesse momento, percebeu que dois "brotinhos de asas" começavam a surgir de suas costas.


Então, Fada Luz deu mais um passo em direção a saída, outro passo seguiu-se... e mais um para fora do Reino. E o que viu...
_ Horizontes!!! Vamos conhecer os horizontes? – perguntou a Fadinha caçula.
_ Horizontes?! Não existem Horizontes – sorriu a Fadinha mais velha com suas irmãzinhas.
A Fadinha ficou vermelha, enquanto Fada Luz, com doçura, acariciou-lhe os cabelos de fada
_ Como assim, meu bem? Horizontes?
_ Horizontes, ora! Esses que estão por aí... –Tentou explicar a Fadinha Lê, amiga da caçula.


Levantando a vista, Fada Luz observou ao seu redor: várias tonalidades pintavam o céu.

............................

O tempo havia passado ... Agora Fada Luz compreendera que existem sim vários horizontes. Mas é preciso aprender a olhar. Fora por isso que, naquele dia, ela saíra dos muros do Reino.
Dando as mãos às suas Fadinhas, Fada Luz voou em busca de novos horizontes.