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sábado, 20 de setembro de 2008

É PRECISO NÃO PERDER...

Eloiza Marinho

Que não percamos a capacidade de sonhar com um mundo melhor, mais justo e fraterno
e, sonhando, busquemos exercer nossa profissão com dignidade, competência e ética.

Que não percamos a capacidade de indignação com as incoerências do mundo e da sociedade em que estamos inseridos
e, indignados, decidamos ser a diferença em nossa prática cotidiana.

Que não percamos o otimismo, apesar das dificuldades que o mercado nos apresenta
e que, sendo otimistas, saibamos enfrentar os desafios que a vida nos oferece.

Que jamais percamos a esperança no ser humano
e, tendo esperança, possamos cuidar do humano na natureza.

Que não percamos a alegria de viver, própria da juventude
e, sendo jovens, possamos comunicar a alegria da vida em nossas atitudes.

Que não percamos a garra, mesmo sabendo que a vida não é feita só de vitórias
e, sendo determinados, conquistemos nosso espaço pela competência e profissionalismo.

Que não percamos a humildade que faz com que saibamos “ser eternamente aprendizes”
e, sendo humildes, saibamos aprender a sabedoria dos simples
que valoriza o ser muito mais que o ter.

Que não percamos a capacidade de compreender as prioridades do nosso tempo
e, sendo seres históricos, saibamos respeitar o passado, vivendo o presente e projetando um futuro melhor para todos os seres vivos da mãe Terra.

Enfim, que não percamos a ousadia de crer na vida
e, crendo, não esqueçamos que “a vida é concebida nos sonhos e consolidada no amor!”


Imagem: nadaalem.blogger.com.br/2006_01_01_archive.html

NÃO SOMOS IGUAIS E ISSO FAZ UMA “BOA DIFERENÇA”


Eloiza Marinho

No princípio era ela, a Terra, “inerte e vazia” ... carecia de cuidado...
... E “o Espírito de Deus pairava sobre as águas”...

O criador cuidou logo de povoar a Terra, de torná-la fecunda e abundante.
Preparou-a, cuidadosamente, e entregou para que, homem e mulher, pudessem continuar o que ali começara.
Então...
O homem descobriu-se forte, a mulher fez-se frágil.
O homem fez-se senhor, a mulher tornou-se comandada.
Os povos aprenderam o sabor da dominação, da opressão, das guerras e destruição.
Experimentaram o vazio do ódio, dos preconceitos, segregação...
Geraram fome, miséria, um mundo em exclusão.
E da terra fizeram o caos!
Mas com o tempo, “elas” foram aprendendo o valor da resistência, da luta e da contradição.
E foram tecendo idéias, construindo novas opiniões.
Do paradigma masculino,
Novo paradigma se faz.
Nem supremacia feminina, tampouco a masculina.
Um caminho construído a dois, pode até ser ideal.
Um mundo mais fraterno, de cooperação e de cuidado,
Solidários e companheiros,
Nas lutas pela justiça, pela liberdade e verdade.
Homens e mulheres, crianças, jovens e idosos,
Uma só raça, um só povo, uma mesma nação.
Apesar das diferenças, de cor, gênero, religião,
Hoje, precisa que venha nascendo,
Um mundo cada vez mais justo, de irmãos.
Tornou-se o grande desafio,
De cada mulher cidadã,
Educadora, por natureza,
Por escolha ou profissão,
Cuidar desse mundo novo, com consciência e determinação.
Fazendo com que as diferenças, não se tornem desunião,
Mas transformem-se em complemento dessa grande revolução:
Sendo você quem é
E eu quem sou,
Vamos juntos fazer da Terra um ambiente acolhedor.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

BRASIL, QUAL É TEU DESTINO?

Eloiza Marinho


Brasil de tantos encantos
De múltiplas caras
De diversos olhares
Que tantas “línguas” fala
Desde o nordeste até o sul
Brasil multicor.

Qual é teu destino, Brasil?

Brasil de “oportunidades”?!
É claro! Dependendo de “quem”, “pra quem”...
Brasil das desigualdades
Que gera distâncias
Que contamina os sonhos
Que não deixa crescer.

Como pensar teu destino, Brasil?

Brasil de tantos analfabetos
Que não sabem ler os livros
Que não conseguem ler a vida
Que ficam sós, no sonho da faculdade
Sem conseguir cursar.
Brasil dos desempregados
Dos subempregados
Da maioria “parda”
Que também quer pensar.

Como fazer teu destino,Brasil?


Se teus filhos “que não fogem à luta”
Parecem derrotados
Sem a menor atenção?
É escola parada,
Professor “atropelado”,
Governo todo “enrolado”
E o estudante...
Completamente abandonado.
É assim que se cuida do cidadão,
O futuro da nossa nação?
Lembra que teu destino, Brasil
É o que construímos agora
com compromisso e determinação
.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Menino, teus sonhos...

Eloiza Marinho



Menino "sem sonho",
Menino sem meta,
Teu jeito de ser
Me preocupa e inquieta.

O que pensas da vida?
O que sentes e espera?
Menino "sem sonho",
Tua vida me alerta!

Escola, pra ti, é coisa penosa:
Horários tão rígidos!
Tarefas e livros!
Cobranças e notas!

Menino "sem sonho",
Já tens um ideal:
Não queres o pesado,
No fardo da cerâmica,
Viver explorado!

Façamos um trato, menino!
Encontra teus sonhos!
Ficando na escola,
te mostro que um dia...
Já tens uma meta.
Já teces teus sonhos,
Já constróis teu futuro.
No banco da escola,
No meio dos livros,
Redescobres a vida
Reescreves o futuro.
(Esse texto nasceu de um diálogo com um adolescente de 15 anos, estudante da rede pública Estadual)