segunda-feira, 17 de novembro de 2008

FÉ: ABANDONO EM DEUS

Hoje, finalizando meu dia de trabalho, cheguei em casa, ao cair da tarde, pensando em como poderia compartilhar contigo uma experiência de abandono em Deus, quando se precisa passar por uma experiência incrivelmente forte, que abala as estruturas da gente!

O medo não é falta de fé! É apenas a humanidade que há em nós, manifestando-se! Portanto, não tenha receio de chorar quando as lágrimas, teimosas, brincam nos olhos aflitos e, desobedientes, transbordam, molhando a face como que purificando a dor que agora está ali na alma.

E Deus nos amou nessa humanidade limitada que somos! E Deus viveu a fragilidade do Humano em Jesus Cristo. Experimentou a solidão do calvário, abandonando-se no Amor que é o próprio Deus.

O medo paralisa, aprisiona! A fé, não! A fé impulsiona, joga-nos nos braços de Deus! Por isso não podemos nos permitir, na dor, viver apenas o medo. É preciso ir além!

Então, sedenta por encontrar uma mensagem na Internet que pudesse levar um pouco de força e alento para você nesse momento, deparei (não sei como) com videos de pessoas que se diziam atéias.

Comecei a olhar um, achei bobagem demais, interrompi. Porém chamou-me atenção outro, em particular: era uma entrevista com Dr. Drauzio Varela (aquele do Fantástico) a quem tenho uma grande admiração. Aliás, continuo achando-o um homem extraordinário, apesar do enfoque materialista que pode pautar sua vida. Antes de terminar o pequeno depoimento, enquanto pensava no trabalho que algumas pessoas estão tendo para tirar Deus da história, fui chamada na porta de minha casa. E pasme!

Um homem que eu nunca vira, com um sorriso no rosto, confirmou quem eu era e devolveu-me, na porta de casa, minha carteira com tudo o que havia nela: documentos, cartões, talão de cheques, essas coisas do dia-a-dia, além do meu pequeno Santo Antonio (que mora em minha carteira, junto com um cartãozinho de Nossa Senhora das Graças) e das orações que minha mãe faz questão que andemos com elas. Eu havia perdido essa carteira 24 horas atrás. Você chama isso de coincidência, acaso? Eu não! Não acredito nessas possibilidades!

Isso acaba de acontecer comigo! Não porque eu mereço, mas porque a Misericórdia de Deus é infinita!

Ontem aprendi a rezar o Terço da Divina Providência. "Mãe da Divina Providência, Providenciai! Deus provê, Deus proverá, sua misericórdia não faltará!" Essa foi minha oração ao meio dia de hoje! Como também acredto no poder das mães de amenizarem as dores dos filhos, recomendei, particularmente a Maria, a mãe de Jesus, que intercedesse ao Filho e me ajudasse nessa aflição!

Conto-te essas coisas, pois creio na Providência Divina! Nada acontece por acaso! Você passará pela estrada que terás que percorrer, mas não o farás sozinho/a! Enquanto preparas teu corpo (mente e espirito) para enfretares os desafios que só tu sabes quais são, Deus providenciará tudo o que precisares! Confie! E seja feita a Sua vontade!

Mergulhe no amor misericordioso de Deus e faça de cada experiência de sua vida um encontro de fé com Aquele que sabemos, ama com amor verdadeiro.

Eu não acredito em acaso nem em coincidência.
Eu creio na Divina Providência!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

HUMANAMENTE EU!

Eloiza Marinho
Sou humana,
Mas, às vezes, sinto-me um ser quase angelical na vida das pessoas.
Esqueço que sou limitada e frágil como todo mundo.

Sou humana,
Mas, às vezes, penso como se fosse uma “supermulher”,
Que tudo posso resolver.

Sou humana,
Mas, às vezes, faço-me forte demais,
Só para conseguir enfrentar as contrariedades e exigências, desafios da vida.

Sou humana,
Mas, às vezes, quero ser pelo outro,
Fazer pelo outro,
Pensar pelo outro.

Que audácia!
Onipotente, onipresente...
Uma semideusa?!

A realidade é implacável!
Ela me traz de volta para o que de fato sou: Mulher-humana,
Aprendiz da humanidade em Cristo!

Choro e sorrio,
Odeio e amo,
Brigo e perdôo (me perdôo),
Falo e ouço.
Erro, procurando acertar,
Como todo mundo.

Hoje, estou cansada demais!
Humanamente sem palavras!
Humanamente, eu!
Desnudada do que sou,
Fraca, arrogante, pequena...
Desnudada do que penso que sou!
Desnudada do que pensam que sou!


Humanamente, eu!
Sem máscaras,
Sem títulos,
Sem “saltos”!
Simplesmente, eu,
Aprendendo, com o outro, a ser.

Humanamente, Eu!
Com qualidades e defeitos,
Com virtudes e pecados,
Nem divina nem profana!
Apenas eu,
Compartilhando a beleza de ser humana!
Desafiando-me, cada dia, a ser um “Eu melhorado”!
Imagens da internet: google

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

AINDA É TEMPO DE CUIDAR DA VIDA

Eloiza Marinho

Você é contra ou a favor do aborto?

Mas nós todos os dias abortamos...
Quando tiramos da criança o direito de ter uma escola que ensine e que ela aprenda.
Quando, por nossas atitudes, desanimamos os jovens, roubando-lhes a esperança, os sonhos.
Quando mantemos o adulto acorrentado aos grilhões do analfabetismo, do subemprego, do desemprego.

Todos os dias abortamos...
Quando nos omitimos diante das crianças que vivem nas ruas e praças das nossas cidades.
Quando calamos adolescentes e jovens, cerceando suas falas, seu modo de expressar idéias, pensamentos, a vida.
Quando colocamos nos ombros dos nossos idosos responsabilidades que já não mais deveriam ser suas.
Quando, aprisionados pela violência dos nossos dias, fechamos os olhos para os excluídos que nos interpelam.

Abortamos a cada dia...
...crianças, adolescentes e jovens, tornando-os alvos principais de toda forma de exploração: consumista, sexual, trabalho, drogas (lícitas ou não)... colocando-os em situação de risco social ou alienados da vida.
Quando não assumimos, responsavelmente, nosso papel social na realidade onde estamos inseridos.
Quando optamos por atitudes pouco éticas em nosso cotidiano, justificando os meios pelos fins.
Quando calamos frente às pequenas (e grandes) injustiças que começam ao nosso redor.

Todos os dias abortamos...
...o futuro, quando não nos comprometemos em cuidar do presente, esquecemos o passado e a historicidade que compõe a nossa identidade.
...a fé, quando nos esquecemos de viver uma espiritualidade que, nos (re)ligando ao Eterno, nos leva ao irmão e à sua realidade.
...a esperança, quando perdemos os sonhos, as utopias que movem a vida e nos impulsionam a um desejo ardente de transformação pessoal e coletiva.
...o amor, quando não nos permitimos perdoar nem expressar gestos de ternura e afeto.

Então, você é contra ou a favor do aborto?
O modo como vivemos, nossas práticas cotidianas,
Revelam, inevitavelmente, a opção que fazemos.