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quarta-feira, 15 de julho de 2009

NO MEIO DA DIVERSIDADE... EU EXISTO




Eloiza Marinho



Do meio da multidão, eu grito:

Eu sou alguém!

Não ando como você,

Não consigo te ouvir nem conversar como você,

Não posso ver como você...

Mas eu existo!


No meio da diversidade, eu aviso:

Eu existo!

Sorrio, amo, me aborreço, entristeço...

Busco a felicidade, como você.

Eu vivo... como você!

Eu existo!


Posso não pensar como você.

Talvez não consiga escrever como você.

Sou mais lento para aprender as coisas que você.

Mas quer saber...

Não preciso ser igual a você para viver.

Só preciso que você respeite meu jeito de ser!


Sou gente, pessoa humana,

Sujeito diferente, em construção.

Não busco piedade, falsa emoção.

Quero o que é meu:

O direito negado de ser cidadão:

Quero escola, saúde, trabalho e inclusão.


Quero da luta participar.

Um mundo mais justo ajudar a criar.

No meio da diversidade poder me encontrar e dizer:

Eu sei, eu existo!

Sou único, sou especial!

Sou obra do amor divino!



Imagem: google

domingo, 29 de março de 2009

ESPERANDO VOCÊ, MARIA CLARA

Eloiza Marinho
Não importa se é branquinha,
Se é loira ou moreninha,
Se é magrela ou redondinha,
Se é dengosa ou já “mocinha”.

Para nós não importa!

Se é chorona ou caladinha,
Se é crescida ou miudinha,
Se é peluda ou carequinha,
Se é preguiçosa ou espertinha.

Não importa!
Venha como vier,
Seja você quem é!
Sê bem vinda, Maria Clara!

(Em 29/03/2009)
Imagem: google (bb diversas raças)

SÊ BEM VINDA, MARIA CLARA

Eloiza Marinho És só uma sementinha
E já te amamos demais!

Difícil é esperar
Que esta sementinha esteja pronta para nascer.

Nossa ansiedade
De ver teu rostinho singelo,
Teus olhinhos angelicais,
Tocar tua pele macia,
Ver como você é...
É tão grande!

A expectativa de ouvir teu choro,
Sentir teu cheirinho de bebê,
Pegar-te no colo,
Oferecer-te nosso colo,
Embalar teu sono e teus sonhos...
Traz-nos um misto de felicidade e medo.

Felicidade porque você está chegando!
Medo de não ficares conosco!
Nosso coração está em festa
Como nossa casa está vivendo a festa da tua chegada!

Como pode...
Você ainda nem chegou
E já mobilizou toda a sua família!

Sua mãe prepara tudo!
Mudou, literalmente, a casa para te receber.
Prepara-se, enquanto parece preparar o “mundo”
Só para te acolher.

O irmão, que ainda não conheces,
Não se contenta em si,
Fazendo planos de futuro contigo.
És nosso presente que ele já antecipa o futuro.

Sua vó, que no silêncio do fazer cotidiano,
Enquanto tece a vida,
Prepara o coração
Para te abrigar.
Nós, tias e primos, incansavelmente,
Esperamos,
Esperamos,
Esperamos ansiosos!

Até os amigos
Cobram o chá-de-bebê...
Festa que antecipa a tua chegada!

Nossa vida virou festa!
Virou expectativa!
Tem nova cor!
Tem nova esperança!
Tem novo brilho!
Tem novidade!
Tem você, Maria Clara!

Para nós, você já chegou!
Sê bem vinda à sua casa, Maria Clara!
Sé bem vinda à nossa família!


(Em 28/03/2009)
Imagens: google (bb na barriga)

quinta-feira, 26 de março de 2009

SÓ PARA QUE VOCÊ SAIBA...

Eloiza Marinho
Todos os dias lembramos de vc...
Lembramos quando há desafios...
Lembramos quando temos uma grande preocupação...
Lembramos quando é preciso articulação...
Lembramos da tua agitação...
do teu sorriso...
da tua fidelidade aos amigos,
mesmo àqueles que conquistaste há tão pouco tempo...

Sentimos falta de ti...
do teu dinamismo,
do teu bom humor,
da tua capacidade de atuar em diversas áreas ao mesmo tempo,
e de dar conta de tudo com competência...
Sentimos falta da tua presença constante...

Sentimos saudades de ti,
nos momentos de intenso trabalho,
de tomadas de decisão...
mas sobretudo, nos momentos de "festa",
como no aniversário do "chefe" (que lembrou e citou vc).

Sentimos falta não só da tua função,
mas, sobretudo, da tua presença irradiante,
que não pode ser substituida,
que tem deixado um grande vazio...

Os problemas, encarados como desafios,
devem servir apenas para nos ajudar
a sermos melhores.

sábado, 6 de dezembro de 2008

PREPARANDO O NATAL

Eloiza Marinho




Celebrar o natal...
Esse ano decidi celebrar o natal de um modo diferente.
Não chamarei o Papai Noel, todo vermelho, barbudo, “bondoso” e todo falso!
Nem quero aquela árvore grande, festiva,
cheia de brilhos dourados com uma neve completamente fora do meu contexto.

Esse ano quero um natal diferente!
Quero trazer o menino Jesus bem pra dentro de casa.
Quero acolhê-lo bem mais perto de mim.
Quero um natal diferente!

Não quero os presentes do amigo que,
de tão distante que esteve durante todo o ano,
tornou-se oculto,
mas hoje precisa cumprir um ritual:
dar um presente caro pra poder cobrar outro mais caro ainda.

Não quero me empanturrar da ceia abundante
que sobra nas nossas mesas,
enquanto falta em tantas outras.
Quero um natal diferente!

Um natal discreto, mas presente o ano todo.
Quero a presença marcante da mãe que, embalando o filho pequeno no colo,
dedica-se a educá-lo para a vida, para o hoje, para o amanhã.
Quero a acolhida amorosa dessa mãe sábia que dizendo sim,
mas também sabendo a hora do não,
vai tecendo a teia da vida, junto com cada um dos seus rebentos.



Quero um natal diferente!
Quero a presença do pai não-ausente
Que, com a mãe, acolhe os desafios de educar para a vida.


Esse ano quero viver um natal diferente!
Quero trocar os rits tradicionais natalinos,
Pela suave canção da vida que nem sempre é poesia,
Nem mesmo é suave...
Quero a canção da vida que fala de luta, de encontros e desencontros,
Dos medos e aventuras, de lágrimas e sorrisos,
Da arte de viver a vida em tantas dimensões.

Quero ouvir o som que sai da história de vida do irmão.
Das noites mal dormidas, das fadigas, preocupações,
Som suave de quem compartilha o ano todo com o irmão.

Quero dos anjos, a ternura,
Dos pastores, a simplicidade,
Dos reis magos, a sabedoria para interpretar,
inteligentemente, os sinais do cotidiano
e agir de modo mais crítico e comprometido.

Quero o direito de celebrar um natal
Humanamente sagrado!
Nascer com Jesus,
Acolher como Maria,
Cuidar como José.

Quero um natal diferente!
Quero celebrar...
...a Fraternidade vivida no dia-adia.
...a Justiça que deve se fazer presente entre os homens.
...a Paz em cada gesto.
...a Esperança que reanima a caminhada.
...o Amor como atitude concreta e não mais falácia.

Aí, sim! Esse será o meu natal
celebrado todos os dias!

Imgens: google.com


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: quem a pratica?

Eloiza Marinho


Que absurdo pensar:
A “mão que embala o berço”,
que serve para educar o santo,
é a mesma mão que forma o tirano.
É a partir do colo das mulheres
que o homem vai se formando.

Nos joelhos de uma mulher,
João Paulo II e Hitler orientaram suas vidas.
Os seios de uma mulher
amamentaram Gandhi, como também
os generais das ditaduras.
O colo de uma mulher
embalou o poeta e também o assassino.

Ah, mulher!
Tens o poder quase divino
De formar gerações bem sucedidas ou não.

Mas cuidado!
Quando acorrentas o homem/menino
numa redoma protetora de cuidados extremos,
que não pode ser contrariado,
que não sabe ouvir não,
que precisa ser reverenciado como o “reizinho mandão”...
Te anulas!
Anulas o outro.
Tira do próprio homem a condição de ser humano.

Tanto quanto a falta, o excesso de amor é desastroso:
mata, atrofia, mutila a vida.

Crias um monstro
quando te tornas passiva;
quando te omites frente às atitudes reprováveis do teu filho, do companheiro, do irmão...
por medo de errar, de perder o que na verdade não tem.

Torna-te cúmplice,
quando preferes não ouvir,
não ver o que todos sabem, percebem:
escola, vizinhos, família, igreja,
às vezes até a lei.

Mulher, fizeste o monstro que reage com fúria
sobre quem e o que contraria seus desejos egoístas.
Sem noção de limites,
Sem poder ouvir não,
Acha que tudo pode, é o senhor absoluto, superior a todos,
merecedor, acima de tudo.
Acima do bem e do mal.

O outro?
Aí está um vocábulo que desconhece.
O outro?
Para ele não existe. A não ser que esteja a serviço dos seus interesses.

Um dia torna-te vítima
do agressor que tu mesma construiste, mulher,
nas pequenas atitudes, nos pequenos gestos,
nas palavras ditas ou não,
no silêncio que consente.

Olha pra ti, mulher!
Reconstrói tua história,
tua dignidade, tua identidade,
a liberdade de ser pessoa!
Toma posse, criticamente, dessa missão de educar,
de formar homens e mulheres novos.

Imagens: google.com

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

GRAÇAS, PAI!

Eloiza Marinho Graças, Pai!
Pela vida que há em mim, fruto do teu amor.
Pela fé, aprendida na construção da minha história.
Pela esperança conquistada na luta cotidiana.

Graças, Pai!
Pela tua fidelidade, apesar das minhas fraquezas.
Pelo aconchego naquela hora mais apropriada!
Pelo teu amor desconcertante que me invade; eu, um ser tão limitado.

Graças, Pai!
Pela presença surpreendente, quando tudo parece solidão!
Pela luz que aponta o rumo certo, quando tudo parece trevas.
Pelo amor que vai me envolvendo e, silenciosamente cercando, convida a seguir-te.

Graças, Pai!
Pelo irmão que colocaste ao meu lado e que, com seu jeito de ser, me dá oportunidade de exercitar o amor fraterno.
Pelo desconhecido que, batendo à minha porta, ora precisa de ajuda, ora vem oferecer-me o bálsamo que alivia minhas dores!

Graças, Pai!
Por revelar-se gratuitamente!
Por revelar-me intensamente!

Graças, Pai!
Pelo zelo, pelo cuidado que há em mim.
Por me deixar encontrar-te.
E fazer-te meu melhor amigo.

Obrigada por conversar comigo!
Por ouvir os meus pedidos
E vir agradecer comigo.
Obrigada meu Pai!


Imagem:www.martinholutero.com.br/culto_acao_gracas.htm

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

HUMANAMENTE EU!

Eloiza Marinho
Sou humana,
Mas, às vezes, sinto-me um ser quase angelical na vida das pessoas.
Esqueço que sou limitada e frágil como todo mundo.

Sou humana,
Mas, às vezes, penso como se fosse uma “supermulher”,
Que tudo posso resolver.

Sou humana,
Mas, às vezes, faço-me forte demais,
Só para conseguir enfrentar as contrariedades e exigências, desafios da vida.

Sou humana,
Mas, às vezes, quero ser pelo outro,
Fazer pelo outro,
Pensar pelo outro.

Que audácia!
Onipotente, onipresente...
Uma semideusa?!

A realidade é implacável!
Ela me traz de volta para o que de fato sou: Mulher-humana,
Aprendiz da humanidade em Cristo!

Choro e sorrio,
Odeio e amo,
Brigo e perdôo (me perdôo),
Falo e ouço.
Erro, procurando acertar,
Como todo mundo.

Hoje, estou cansada demais!
Humanamente sem palavras!
Humanamente, eu!
Desnudada do que sou,
Fraca, arrogante, pequena...
Desnudada do que penso que sou!
Desnudada do que pensam que sou!


Humanamente, eu!
Sem máscaras,
Sem títulos,
Sem “saltos”!
Simplesmente, eu,
Aprendendo, com o outro, a ser.

Humanamente, Eu!
Com qualidades e defeitos,
Com virtudes e pecados,
Nem divina nem profana!
Apenas eu,
Compartilhando a beleza de ser humana!
Desafiando-me, cada dia, a ser um “Eu melhorado”!
Imagens da internet: google

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

AINDA É TEMPO DE CUIDAR DA VIDA

Eloiza Marinho

Você é contra ou a favor do aborto?

Mas nós todos os dias abortamos...
Quando tiramos da criança o direito de ter uma escola que ensine e que ela aprenda.
Quando, por nossas atitudes, desanimamos os jovens, roubando-lhes a esperança, os sonhos.
Quando mantemos o adulto acorrentado aos grilhões do analfabetismo, do subemprego, do desemprego.

Todos os dias abortamos...
Quando nos omitimos diante das crianças que vivem nas ruas e praças das nossas cidades.
Quando calamos adolescentes e jovens, cerceando suas falas, seu modo de expressar idéias, pensamentos, a vida.
Quando colocamos nos ombros dos nossos idosos responsabilidades que já não mais deveriam ser suas.
Quando, aprisionados pela violência dos nossos dias, fechamos os olhos para os excluídos que nos interpelam.

Abortamos a cada dia...
...crianças, adolescentes e jovens, tornando-os alvos principais de toda forma de exploração: consumista, sexual, trabalho, drogas (lícitas ou não)... colocando-os em situação de risco social ou alienados da vida.
Quando não assumimos, responsavelmente, nosso papel social na realidade onde estamos inseridos.
Quando optamos por atitudes pouco éticas em nosso cotidiano, justificando os meios pelos fins.
Quando calamos frente às pequenas (e grandes) injustiças que começam ao nosso redor.

Todos os dias abortamos...
...o futuro, quando não nos comprometemos em cuidar do presente, esquecemos o passado e a historicidade que compõe a nossa identidade.
...a fé, quando nos esquecemos de viver uma espiritualidade que, nos (re)ligando ao Eterno, nos leva ao irmão e à sua realidade.
...a esperança, quando perdemos os sonhos, as utopias que movem a vida e nos impulsionam a um desejo ardente de transformação pessoal e coletiva.
...o amor, quando não nos permitimos perdoar nem expressar gestos de ternura e afeto.

Então, você é contra ou a favor do aborto?
O modo como vivemos, nossas práticas cotidianas,
Revelam, inevitavelmente, a opção que fazemos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

VEM, MENINO!

Eloiza Marinho

Lá vem o menino!
Cabeça baixa,
Ombros caídos!

Lá vem o menino!
Franzino!
Escorre pelo rosto
uma lágrima sentida.

Lá vem...
Lá vem o menino!
Num sussurro, a voz quase rouca.
Tem medo:
do mundo, dos homens,
de mim!

Lá vem o menino! Vem!
Perde-se entre os livros.
E, das brincadeiras, nasce canção!
E o menino esquece toda sua aflição!

Olha as estórias
contadas nos livros.
Lê as aventuras
que guarda consigo!

As horas passam!
O tempo voa!
Agora é outro menino!

Lá vai o menino!
Cabeça erguida!
Sorriso no rosto!
Vida abastecida
de nova esperança!

Lá vai o menino,
Esquecido do mundo,
Repleto de sonhos!
Reconstrói sua vida,
Recontando histórias,
Criando aventuras!

Lá vai o menino...
Aprendendo a ser homem.

Imagem: tracosetrocos.wordpress.com/.../mais-um-menino/

ESSE JEITO DIFERENTE DE AMAR

Eloiza Marinho

Que Amor é esse?!
Surpreendente! Exigente! Exclusivo! Fiel!
Amor-entrega!
Amor-doação!
Amor-Total!?

Que Amor é esse
Que te faz inteiro Dele?
Mas que te abre para o outro,
Sem reservas, todo entrega!
Sem medidas, por igual!

Que Amor é esse?!
Que, te fazendo mais homem,
Faz-te mais humano,
Mas te torna também anjo
Que passa comunicando um novo jeito de amar?

Quase sinto tuas dores!
Desejo conhecer os teus limites,
Saber as tuas cruzes
E contigo caminhar.
E, em cada superação,
Quisera eu contigo estar.

Então, me faz também aprendiz desse teu Amor?!
Amor diferente!
Amor conseqüente
Que me torna um com o outro,
Torna-me um novo eu!

Faz-me conhecer esse Amor!
Faz-me viver esse Amor!
Sem culpas, nem medos.
Integrando o belo e o feio,
A vida e a morte,
O sonho e a realidade...
Esse mundo de contrastes
Precisa de nova cor.

Amor que nasce Nele,
Amor que vem por Ele,
Não precisa ter receios,
Só precisa cultivar.

Não quero ser empecilho!
Não quero te transformar!
Mas, juntos, quem sabe um dia poder cuidar...
Da vida que há em ti,
Da vida que pulsa em mim,
Do mundo, jardim sagrado,
Lugar que o Bem-Amado,
Escolheu como sacrário
E em nós veio morar.

Quisera caminhar contigo
Sendo, também eu, solo sagrado,
Marcada pelo amor de Deus,
Ser expressão do eterno,
Desse Amor que há em ti


Amor gratuito... companheiro!
Sagrado e humano, quem sabe?
Que quanto mais se dá, mais recebe.
Que quanto mais se doa,
Mais fortalece.

Afinal, o Amor quando é amado,
Reflete felicidade.
Comunica, transforma, inquieta
E gera cumplicidade.

Amor cristão compromete,
Convive, comunga, desperta!
Não isola, mas integra.
Tem seu espaço,
Tenho meu espaço,
Temos nosso espaço...
Tornando-nos um com Ele!

Assim, vou me fazendo,
Aprendiz do Amor Cristão.
Aproximo-me mais de Cristo
Quanto mais me torno humana,
Vivendo ao lado do irmão.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O MELHOR DE MIM

Eloiza Marinho Aonde está o melhor de mim?

Nos cursos que fiz e ainda faço?
No conhecimento acumulado?
Em tantos livros surrados?
Nas coisas que tenho conquistado?
Nas mil e uma noites mal dormidas?
Na luta contínua pelo que faço?
No emprego, trabalho que abraço?

Aonde está o melhor de mim?

Encontrei-me no sorriso sincero da criança pequena
que espera algo novo de mim.
No abraço apertado do “adolescente-problema”
que procura alento para a vida em movimento.
Nas lágrimas da mãe angustiada que pede socorro,
No passo apressado de quem chegou atrasado,
No olhar confiante de cada estudante
que se aproxima de mim.

Aonde está o melhor de mim?

Em cada pessoa, cidadão-estudante,
Que, passando na escola,
“deixou muito de si e levou tanto de mim!”



( Homenagem aos professores em 15/10/2008)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Qualidade: vida na 3ª idade?

Eloiza Marinho












Quando criança, todos diziam:
“Ai, que amorzinho!”

Já adolescente:
“Puxa! Como é esperto!”

Enquanto jovem:
“Nossa! Como cresceu. É tão inteligente!”

Depois, adulto:
“Seu nome é trabalho, sobrenome eficiência!”

Agora que é velho,
já quase nem se lembra o último elogio que ouviu
ou mesmo um pequeno gesto de admiração que alguém lhe fez.
Ficara invisível!

Os filhos, a família, o rejeitam:
“Vai pro quartinho dos fundos.”

Os netos ignoram:
“Pô! Eles ainda estão aqui?”

Trabalho já não encontra,
mas despesa, sim. E muitas!

A sociedade o contabiliza como prejuízo, défict.
E então, o encostam.
Torna-se sinônimo de “encosto”, incômodo, peso morto,
doença, tristeza, abandono...
Só a pequena aposentadoria é que serve...
para algum “esperto” da família.

Esquecidos da família.
Esquecidos da sociedade.
Esquecidos da vida.
São nossos idosos!
Ainda pleiteando vagas nos subempregos
para manter famílias: filhos, netos...

Excluídos da vida, da sociedade, das suas famílias,
Só querem sobreviver,
Terminar de viver!
E o que nós oferecemos?


Imagem: http://www.correioregionalnews.com.br/fotos/idoso(1).jpg

sábado, 20 de setembro de 2008

E SE EU NÃO FOSSE PROFESSORA?

Eloiza Marinho


Às vezes, pego-me a pensar:
“E se eu não fosse professora...
o que teria a ganhar?”

Possivelmente não teria visto aquele sorriso brejeiro
da criança aprendendo as primeiras letrinhas
e criando mil estórias, contadas e recontadas
com aquele jeitinho faceiro.

Talvez não receberia o recado amoroso
cheio de corações e beijinhos,
daquelas crianças pequenas,
que já sabem muito bem expressar suas emoções.

Não ouviria as contestações,
alternadas pelo humor irreverente,
próprios da fase adolescente.

Perderia do jovem, em seu vigor,
a sede do amanhã,
o desejo de realizar projetos
para um futuro melhor.

Não veria, satisfeita,
o adulto que vem feliz me contar
que já sabe escrever seu nome
e ler a placa do ônibus que precisa “pegar”.

Não encontraria no mundo do trabalho,
Recepcionista, advogado, frentista,
Comerciante, comerciário, doutor,
Dona de casa, bancário, agricultor,
Jornalista, desempregado,
Político ou professor...
Profissional que não tenha em si
O reflexo de um professor/a.

E, então, começo a perceber:
“E se eu não fosse mesmo professora...
O que mais poderia eu ser?”

Se eu não fosse professora...?
Ah! Voltaria correndo à sala de aula
E escolheria muito bem:
Que tal um curso que me fizesse ser
uma melhor educadora?


Imagem: bolordepao.blogspot.com/2008/03/professor-e-j...

TEM GENTE DEMAIS, FAZENDO DE MENOS

Eloiza Marinho

O menino não aprende... Falta família.
O jovem não aprendeu... Faltou interesse.
O adulto não corresponde... Falta base.

E assim,
O professor segue seu plano.
A Escola segue seu projeto.
A Secretaria segue suas “Diretrizes”
A família... Bom, a família continua sem saber o que fazer.

E o tempo passa...


O menino torna-se jovem
Que se torna adulto e, às vezes, “vira” professor.
Outro menino, outro jovem, outro adulto
Vão se formando.
E aquele menino, agora professor,
Compreende que é fato o aluno não aprender,
Pois ele também não sabe como fazer!
É dinheiro apertado,
Turno dobrado,
É estudo no sábado...
Férias e feriado?! Essa não!

Mas é preciso algo fazer! – Diz de si pra si.
Resolve, então, procurar uma solução.
E logo vem outro menino-professor
E mais outro... e outro...
Já não está mais sozinho.
Vê que, em grupo, é possível construir um caminho novo.
Que precisa garra, determinação, consciência,
E, sobretudo, muito amor pelo que decidiu fazer:
Ser aprendiz para que outros aprendam.

E o menino e sua família?
O jovem e seus interesses?
O adulto e sua escola?
Talvez você saiba responder
Como poderá terminar essa história.
Isso só vai depender
Da caminhada que você pretende fazer...